TJSC dá 90 dias para município elaborar plano de atendimento fonoaudiológico 

A 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou que um município do sul do Estado desenvolva, em até 90 dias, um plano de ação para oferecer atendimento fonoaudiológico na rede pública de saúde. A decisão reforça o direito constitucional à saúde e busca combater a longa espera enfrentada pelos pacientes.

Conforme os autos, a fila de espera para consultas fonoaudiológicas alcança 43 meses, uma média de 1.309 dias. Atualmente, 324 pessoas aguardam o primeiro atendimento, enquanto 913 já estão em acompanhamento.

O município argumentou que enfrenta dificuldades para contratar profissionais especializados devido à escassez na região e pediu mais tempo para cumprir a determinação. Contudo, o desembargador relator considerou que a demora caracteriza omissão da administração pública, e afirmou que tal conduta “compromete diretamente o direito constitucional à saúde”.

A sentença, que exigia a implementação imediata do serviço, foi parcialmente reformada para ajustar-se ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a intervenção judicial em políticas públicas. Assim, o plano a ser elaborado pelo município deverá ser submetido ao juízo de 1ª instância, com participação do Ministério Público, para eventuais ajustes que garantam sua eficácia.

A decisão prioriza o atendimento de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, ao reconhecer que esses grupos são os mais afetados pela carência do serviço. Também estabelece que o município apresente soluções viáveis e compatíveis com sua realidade, em conformidade com os princípios constitucionais de acesso universal e igualitário à saúde.

Fonte: TJSC

Compartilhe esse artigo

Precisa de Assistência Jurídica?

Entre em contato conosco para discutir como podemos auxiliar você. 

Últimos conteúdos

TJSC condena construtoras por alagamento de lama em imóvel vizinho a empreendimento

O TJSC manteve a condenação de duas construtoras a pagar R$ 60 mil de danos morais por invadir casa de vizinhos com lama em Biguaçu. Entenda com a MHB Advocacia.

noticia

Construtora assume dever de entregar apartamento correto a comprador em Santa Catarina

O TJSC condenou construtora a entregar apartamento correto a comprador que recebeu unidade trocada, mantendo R$ 10 mil de dano moral. Entenda com a MHB Advocacia.

noticia

TJ-RS suspende imissão na posse de município que ofertou depósito inferior ao IPTU

O TJ-RS barrou a posse provisória do município de Imbé por descumprimento do Tema 472 do STJ, exigindo depósito equivalente ao IPTU. Entenda seus direitos com a MHB Advocacia.

noticia

STJ veda direito de retenção de imóvel por benfeitorias a inquilino inadimplente

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão unânime no REsp 2.233.373, fixou que o locatário em atraso com os aluguéis não pode exercer o direito de

noticia

Justiça anula contrato de compra e venda e condena advogada que aplicou golpe em idosos

A Justiça de Penha declarou a nulidade de contrato de compra e venda de imóvel de idosos analfabetos enganados por advogada. Veja a análise ética da MHB Advocacia.

noticia

STJ veda usucapião familiar para imóveis urbanos com área total acima de 250 m²

O STJ decidiu que a usucapião familiar exige que a área total do imóvel urbano respeite o limite máximo de 250 m², proibindo o fracionamento. Entenda com a MHB Advocacia.

noticia

TRT-SC confirma justa causa para funcionária que gravou vídeos de deboche no expediente em Urussanga

O TRT-SC confirmou a justa causa de uma funcionária de Urussanga que gravou e publicou vídeos em tom de deboche no expediente. Entenda a decisão com a MHB Advocacia.

noticia

Comprador que não registrou imóvel vendido em 1993 terá de indenizar vendedor após cobranças de IPTU em SC

O TJSC manteve indenização contra comprador que não registrou imóvel vendido em 1993 e gerou execuções fiscais de IPTU contra o antigo dono. Entenda com a MHB Advocacia.

noticia

TST anula cláusula que reduzia folga de mulheres aos domingos no setor de comércio e hotelaria

O TST anulou por unanimidade cláusula de convenção coletiva que fixava folga aos domingos a cada 3 semanas para mulheres, mantendo o limite de 15 dias. Veja a análise da

noticia